jun 032019
Sonhos: sua importância no processo psicoterapêutico

Os sonhos nos intrigam desde sempre. O que eles querem nos comunicar? Quais são seus significados? 

Eu costumo incitar meus pacientes a falarem sobre seus sonhos, pois eles nos ajudam a compreender nossos sentimentos e emoções. 

Freud no seu livro “A interpretação dos sonhos” (1900) constata que os sonhos nos conduzem a nossa história e aos nossos fantasmas, exprimindo nossos desejos inconscientes do momento, como também os desejos infantis, das crianças que nós fomos. 

Freud, a partir da sua experiência clínica, observou que o sonho é a realização disfarçada de um desejo reprimido, ou seja, um desejo que negamos devido aos nossos valores e referências pessoais. Como não aceitamos conscientemente esse desejo, o sonho vem mostrá-lo de forma disfarçada, mascarando seus verdadeiros significados. 

Nesse sentido, podemos pensar que nossos desejos são ambivalentes, assim como nós seres humanos somos: amamos e, ao mesmo tempo, detestamos um mesmo objeto. 

Os pesadelos revelam também algo sobre nosso mundo interno. De forma metaforizada, eles mostram nossas inquietações, dúvidas, medos e conflitos profissionais, familiares e conjugais. 

Os sonhos possuem vários sentidos e significados, cabendo a cada um de nós pensarmos: O que o sonho me suscitou? o que ele me fez pensar? O que me vem à minha mente quando falo sobre ele? 
“São os pacientes que conhecem, embora não saibam, o que seus próprios sonhos significam. Nós (psicanalistas) só os ajudamos a traduzir o que eles dizem em um idioma que lhes é desconhecido (…) Mas, para poder decifrar o sentido oculto de um sonho é preciso trabalhar muito e em conjunto.” Gabriel Rólon 
A psicoterapia é o lugar para falarmos sobre nossos sonhos e pesadelos. A partir deles, podemos refletir sobre nossos conflitos e desejos. 
Os sonhos nos aproximam de nossas verdades.


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